Lideranças do Congresso adotam postura de neutralidade na disputa presidencial, enquanto dirigentes de partidos do Centrão mantêm diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e evitam associar suas campanhas à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). As movimentações foram detalhadas pelo jornal O Globo, segundo reportagem reproduzida pelo Brasil 247.
A aproximação ocorre principalmente por meio dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Enquanto Motta declarou apoio a Lula, Alcolumbre mantém uma postura mais cautelosa, sem anunciar publicamente seu voto, mas estabelecendo alianças políticas com o PT em seu estado.
Outro fator importante é a posição adotada pela federação União Brasil-PP e pelo Republicanos, que decidiram não apoiar formalmente nenhum candidato à Presidência. A escolha reduz o espaço para uma adesão partidária mais ampla à candidatura de Flávio Bolsonaro.
PP evita indicar vice de Flávio
No Progressistas, dirigentes como o senador Ciro Nogueira e o ex-presidente da Câmara Arthur Lira trabalharam para impedir que o partido indicasse a candidata a vice na chapa de Flávio.
A senadora Tereza Cristina chegou a ser considerada para a composição, mas a possibilidade não avançou. A decisão contribuiu para que a federação formada por PP e União Brasil mantivesse neutralidade na disputa presidencial.
Ciro Nogueira também tem evitado fazer campanha pública para Flávio, apesar da aliança entre PL e PP em seu estado. O movimento reforça a percepção de que parte do Centrão prefere preservar liberdade de negociação com diferentes grupos políticos durante a eleição.
Relação entre Flávio e Alcolumbre
A relação entre Flávio Bolsonaro e Davi Alcolumbre também enfrenta dificuldades. O PL pretende formar a maior bancada do Senado e avalia lançar uma candidatura própria à presidência da Casa em 2027.
Entre as pautas defendidas pelo partido estão medidas relacionadas ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, enquanto Alcolumbre tem resistido a colocar esses pedidos em votação.
Ao mesmo tempo, o presidente do Senado busca construir apoio para permanecer no comando da Casa em 2027. Para isso, mantém diálogo com Lula, o PT e integrantes do Supremo.
Apesar de não declarar apoio público ao presidente, Alcolumbre fechou uma aliança com o PT no Amapá. O partido apoia a reeleição do senador Randolfe Rodrigues, enquanto o grupo de Alcolumbre mantém apoio à candidatura do governador Clécio Andrade.
Pautas do governo avançam no Senado
A reaproximação entre Lula e Alcolumbre também abriu espaço para o avanço de projetos de interesse do governo no Senado.
Entre as propostas que voltaram a tramitar estão a PEC que prevê o fim da escala 6×1, a PEC da Segurança e medidas relacionadas à exploração de minerais críticos.
O líder do PT no Senado, Camilo Santana, avaliou positivamente o novo ambiente de diálogo entre o governo e a presidência da Casa.
Hugo Motta declara apoio a Lula
Na Câmara, Hugo Motta adotou uma posição ainda mais explícita. O presidente da Casa declarou apoio à candidatura de Lula durante um evento na Paraíba.
Dias depois, Lula telefonou para agradecer o apoio e convidou Motta para uma reunião. O encontro ainda não tinha data definida.
Motta também participou da articulação que levou o Republicanos a optar pela neutralidade na eleição presidencial. Flávio chegou a se reunir com o presidente nacional do partido, Marcos Pereira, mas não conseguiu obter apoio formal da legenda.
A estratégia de Motta também está relacionada aos seus projetos políticos para 2027, incluindo a própria permanência na Câmara e a possibilidade de disputar novamente a presidência da Casa.
Kassab diz que Flávio não tem chances
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, também sinalizou proximidade com Lula. Durante uma conversa com empresários, afirmou que Flávio Bolsonaro “não tem a menor chance” e declarou que o Centrão está com o presidente.
Flávio reagiu nas redes sociais e afirmou que sempre considerou que os demais candidatos de direita se posicionariam contra o PT.
Apesar das movimentações, aliados do candidato do PL minimizam o distanciamento atual e sustentam que, caso Flávio vença a eleição, integrantes do Centrão poderão se aproximar de seu eventual governo.
O cenário mostra, portanto, que parte significativa das lideranças partidárias do centro político busca preservar margem de negociação com o governo Lula, sem necessariamente transformar essa aproximação em apoio formal à candidatura presidencial.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



