O Dia Nacional do Futebol, celebrado em 19 de julho, ganhou um significado especial em 2026 com a proximidade da Copa do Mundo Feminina da Fifa Brasil 2027. A data destaca a evolução do futebol feminino no país, marcada por décadas de resistência, superação de barreiras e aumento da participação de mulheres dentro e fora dos gramados. As informações foram publicadas na Agência Gov.
Instituído em 1976 pela então Confederação Brasileira de Desportos (CBD), o Dia Nacional do Futebol chega em um momento histórico para a modalidade. Pela primeira vez, o Brasil será sede do Mundial Feminino, que será realizado entre 24 de junho e 25 de julho de 2027.
A competição terá 32 seleções, 64 partidas e oito cidades-sede: Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. O torneio será o primeiro Mundial Feminino realizado na América do Sul.
Crescimento da modalidade
Nas últimas décadas, o futebol feminino brasileiro ampliou sua visibilidade, conquistou novos investimentos e aumentou o número de competições. Segundo dados da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), entre 2021 e 2026, o número de torneios nacionais femininos passou de seis para nove, enquanto a quantidade de clubes participantes cresceu de 58 para 79.
No mesmo período, o número de partidas organizadas pela entidade aumentou de 398 para 712, um crescimento de 79%.
A CBF prevê investir mais de R$ 685 milhões no futebol feminino entre 2024 e 2029, com ampliação do calendário, aumento de partidas, premiações e apoio às competições.
A entidade também ampliou a transmissão de torneios femininos, incluindo competições como o Campeonato Brasileiro Feminino A1, a Copa do Brasil Feminina e categorias de base, aumentando o alcance da modalidade.
História de resistência
A trajetória das mulheres no futebol brasileiro foi marcada por dificuldades e preconceito. Apesar de registros de equipes femininas desde o início do século XX, a prática enfrentou restrições oficiais durante décadas.
Em 1941, durante o Estado Novo, o Decreto-Lei nº 3.199 estabeleceu limitações à prática de esportes considerados incompatíveis com a “natureza feminina”. Em 1965, uma norma do Conselho Nacional de Desportos incluiu o futebol entre as modalidades proibidas para mulheres.
A proibição só terminou em 1979. A regulamentação oficial do futebol feminino ocorreu em 1983, abrindo caminho para competições organizadas e maior reconhecimento das atletas.
Legado para novas gerações
O crescimento da modalidade também foi impulsionado por grandes nomes do futebol brasileiro, como Marta, Formiga e Cristiane, que ajudaram a projetar o país internacionalmente e inspiraram novas gerações.
A Copa do Mundo Feminina de 2027 representa uma oportunidade para ampliar o acesso ao esporte, fortalecer a formação de atletas e consolidar o futebol feminino como parte da cultura esportiva brasileira.
Apesar dos avanços, permanecem desafios relacionados à igualdade de oportunidades, estrutura, investimentos e valorização profissional das jogadoras. A realização do Mundial no Brasil busca contribuir para transformar esse cenário e deixar um legado para meninas e mulheres que sonham em ocupar os campos de futebol.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



