Sem petróleo, Cuba amplia uso de energia solar com apoio da China

Cuba tem ampliado os investimentos em energia solar diante das dificuldades para garantir o abastecimento de petróleo, utilizado principalmente nas usinas termelétricas responsáveis pela geração de eletricidade no país. Com os problemas no fornecimento de combustível, o governo cubano passou a buscar alternativas para manter serviços essenciais em funcionamento e reduzir a dependência de fontes fósseis, contando principalmente com o apoio da China, segundo reportagem do Metrópoles.

A crise energética cubana se agravou depois que a Venezuela deixou de fornecer petróleo à ilha, em meio às mudanças políticas ocorridas no país e ao aumento da pressão do governo de Donald Trump sobre Havana. Sem produção própria suficiente e enfrentando dificuldades para acessar o mercado internacional, Cuba dependia fortemente do combustível venezuelano.

Fontes ligadas à diplomacia cubana afirmam que o país está há cerca de seis meses sem receber petróleo da Venezuela. Uma das poucas exceções ocorreu em março deste ano, quando um petroleiro russo chegou à ilha.

Diante da redução do fornecimento, o governo cubano passou a intensificar a busca por fontes alternativas de energia. A China tornou-se um dos principais parceiros nesse processo e já enviou milhares de painéis solares para o país.

China amplia apoio energético

Em novembro de 2025, o governo chinês doou 5 mil sistemas fotovoltaicos a Cuba após a passagem do furacão Melissa. Os equipamentos foram destinados a instalações consideradas essenciais nos 169 municípios cubanos.

Entre os locais beneficiados estão maternidades, hospitais, lares para idosos e agências bancárias. A intenção é garantir uma fonte adicional de eletricidade para serviços considerados essenciais, principalmente durante os períodos de apagões.

A geração solar, porém, não tem como objetivo substituir imediatamente o sistema convencional de produção de energia. A prioridade é oferecer uma alternativa de emergência capaz de manter estruturas fundamentais funcionando quando o sistema elétrico entrar em colapso.

Em 7 de agosto, um novo carregamento com 5 mil painéis solares chineses chegou a Cuba. Desta vez, os equipamentos devem ser distribuídos principalmente em áreas rurais dos 169 municípios da ilha.

Energia solar ainda representa parcela pequena

Apesar da expansão dos projetos, as fontes renováveis, incluindo a energia solar, ainda representam aproximadamente 10% da matriz energética cubana.

A maior parte da geração elétrica do país continua dependendo de usinas termelétricas movidas a combustíveis fósseis. A falta de petróleo, combinada com problemas de manutenção e uma infraestrutura elétrica envelhecida, contribui para a ocorrência de apagões prolongados.

A situação também afeta outros setores da economia cubana. A escassez de combustível provocou a paralisação de parte da frota de veículos e dificultou o transporte de pessoas e mercadorias.

Cuba enfrenta crise energética

O país sofre há décadas com dificuldades econômicas e com as restrições impostas pelo embargo dos Estados Unidos, vigente desde 1962.

As medidas norte-americanas limitaram o acesso de Cuba a mercados, empresas e instituições financeiras internacionais. Embora o embargo não represente uma proibição geral de todas as transações, suas restrições atingem diferentes setores da economia cubana.

A falta de investimentos e de acesso a recursos externos contribuiu para a deterioração da infraestrutura energética. O resultado é um sistema dependente de combustíveis importados e com dificuldades para acompanhar a demanda da população.

Com o agravamento das restrições e a redução do fornecimento de petróleo, os apagões se tornaram mais frequentes e prolongados.

China também ajuda com veículos elétricos

A cooperação entre Pequim e Havana não se limita à geração de eletricidade.

A China também tem auxiliado Cuba na tentativa de reduzir a dependência de combustíveis fósseis no transporte. Entre as iniciativas estão a exportação de veículos elétricos e a transferência de tecnologias relacionadas à mobilidade elétrica.

A estratégia permite ao governo cubano buscar alternativas em diferentes setores atingidos pela falta de petróleo, ao mesmo tempo em que amplia a presença econômica e tecnológica chinesa na ilha.

Para Cuba, a energia solar representa uma alternativa importante diante da escassez de combustíveis. Para a China, a cooperação fortalece sua presença em um país localizado em uma região estratégica e tradicionalmente influenciada pelos Estados Unidos.

Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.

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