A intenção de disputar o cargo de governador do Distrito Federal em 2026 foi anunciada pelo ex-deputado federal e distrital Geraldo Magela (PT), no programa do CB.Poder — parceria entre o Correio e a TV Brasília — dessa segunda-feira (21/10). Às jornalistas Ana Maria Campos e Adriana Bernardes, Magela avaliou que o Partido dos Trabalhadores vem cometendo uma série de erros e que é necessário lançar um candidato próprio para concorrer ao Buriti.
O seu nome pode ser colocado para disputar o cargo de governador em 2026?
Vou te dar aqui em primeira mão. Eu estou colocando o meu nome à disposição do PT para ser o candidato a governador do Distrito Federal em 2026. Estou fazendo isso a partir de várias consultas que realizei com diversos grupos políticos, a militância e, também, ouvindo pessoas de outros partidos. Estou decidido a apresentar o meu nome para que o PT, junto com os partidos com os quais desejamos compor uma aliança, possa avaliar essa possibilidade. Eu sei que outros partidos têm seus próprios candidatos, mas acredito que, pelo tamanho do PT, o partido precisa ter seu nome no debate, e eu estou disposto a ser essa opção.
A indicação do seu nome é para valer ou é um arranjo político?
Naturalmente, o processo agora é de diálogo. Assim como outros partidos já colocaram seus nomes, nós temos o nome do Leandro Gras, pelo PV, e o do Capelli, pelo PSB. Muitas pessoas também lembram da senadora Leila Barros, do PDT, e até o professor Cristovam Buarque, do Cidadania, foi mencionado. Estou colocando o meu nome para ser analisado no PT e junto com esses partidos. Não vamos tomar essa decisão agora; ela deve ser feita no ano que vem. O PT passa por um processo de renovação interna e, só após isso, é que decidiremos. Mais à frente, analisaremos pesquisas e as condições de quem está em uma situação melhor. Só então, tomaremos uma decisão, que será feita internamente no PT e, também, em conjunto com os outros partidos. Eu estou apresentando o meu nome com essa perspectiva.
Como é que vai ser a negociação no PT para que o seu nome seja abraçado por todo mundo?
Com muito diálogo. Não foi a melhor experiência na eleição passada, na qual as divisões internas levaram o PT a abrir mão da candidatura a governador. Isso ficou muito evidente. Se o PT tivesse unificado, o nome teria sido do PT. Eu tenho a convicção de que, hoje, todas as forças políticas estão convencidas de que nós precisamos ter unidade dentro do PT. E essa unidade será feita com muito diálogo, com muita conversa e com muita democracia. Eu tenho a convicção de que o PT, tendo a força que tem, deve ser um jogador político eleitoral. Se ele não faz isso, acaba tendo um prejuízo para a eleição de deputados distritais, para a eleição de deputados federais, e não ajuda, inclusive, adequadamente, com a força que tem na eleição presidencial.
Na sua avaliação, se o senhor ou a Rosilene Corrêa tivessem sido candidatos, o desempenho teria sido melhor?
Eu não tenho nenhuma dúvida disso. Vou dar um dado a você que não é meu, é da Justiça Eleitoral. O PT recebeu, em 2022, cerca de 15 mil votos na legenda 13. Se esses votos tivessem sido somados aos votos do Leandro Grass, ele teria ido para o segundo turno. O eleitor queria votar no PT. Em São Paulo, nesta eleição, na qual o Guilherme Boulos concorre, o PT 13 recebeu 48 mil votos, no primeiro turno. Se esses votos tivessem sido validados para o Boulos, ele teria superado o Nunes e estaria em primeiro lugar. No DF, vamos levar tudo isso em conta. Em 2022, o PT só não teve candidatura a governador por falta de unidade. Nós aprendemos com isso e vamos construir essa unidade para que o PT tenha candidato em 2026. Acredito que todos vão se esforçar nesse sentido.
O que o primeiro turno das eleições municipais de 2024 sinalizou para o PT?
As eleições municipais não dividem o país em direita e esquerda. Tratam-se de questões locais. Por isso, o PT lançou menos candidaturas nestas eleições. Mesmo assim, o balanço foi positivo, elegemos mais do que em 2020. A decisão foi por fazer alianças com outros partidos, como em São Paulo, com Boulos, do PSol.
Onde o PT errou nas últimas eleições do Distrito Federal?
O PT acumula uma série de erros e é isso que eu estou propondo, que o PT pare de errar, como errou em 2018 e 2022. Por isso, estou sugerindo uma candidatura petista e colocando o meu nome à disposição do partido para resolver os problemas do Distrito Federal.
Veja a entrevista:
Com informações do Correio Braziliense
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