Anteriormente, o presidente dos EUA havia recuado em sua guerra tarifária, se dispondo a fazer acordos comerciais
O presidente Donald Trump afirmou que só irá reduzir a taxação comercial em países que estejam a favor de abrir o mercado para os Estados Unidos (EUA). O pronunciamento vem após os EUA fecharem um acordo com o Japão, o qual consistiu na redução de 25% para 15% das tarifas. O país asiático irá aumentar as importações dos produtos americanos. O comunicado foi feito nesta quarta-feira (23/7), na rede Thruth social.
“Só reduzirei as tarifas se um país concordar em abrir seu mercado. Caso contrário, tarifas muito altas! Os mercados do Japão estão abertos (pela primeira vez). Os negócios nos EUA vão crescer”, escreveu Trump.
O líder norte-americano comemora o acordo comercial, uma vez que obtém vantagem financeira. Com o Japão concordando em abrir o mercado para os EUA, o país norte americano conseguirá exportar mais produtos oriundos de seu país, incluindo carros, caminhões, arroz e certos produtos agrícolas.
Na visão de Trump, isso provoca um movimento na economia local, gerando mais renda, emprego, trazendo manufatura para os EUA. O líder norte-americano afirmou que o pacto prevê investimentos japoneses nos EUA na casa dos US$ 550 bilhões, deste valor, 90% deve ir para os cofres do país.
“Lembrem-se, o Japão está, pela primeira vez, abrindo seu mercado para os EUA , inclusive para carros, SUVs, caminhões e tudo o mais, até mesmo agricultura e arroz. O mercado aberto do Japão pode ser um fator de lucro tão grande quanto as próprias tarifas, mas só foi alcançado graças ao poder tarifário”, escreveu Trump, em sua rede Truth Social.
Anteriormente, o presidente dos EUA havia recuado em sua guerra tarifária, se dispondo a fazer acordos comerciais. Após reunião na Casa Branca com o presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos, Trump reduziu a alíquota sobre produtos do país de 20% para 19%.Play Video
O mesmo aconteceu com a taxa contra importações vindas da Indonésia, que foi de 32% para 19%. Vale ressaltar que, no comunicado de uma possível redução de tarifas, o presidente não cita o Brasil, que ainda mantém previsão de taxação de 50% sobre os produtos do país.
Tarifaço afeta o Brasil
Desde a semana passada, Trump notifica oficialmente os países sobre a implementação de tarifas unilaterais na importação de produtos e bens. Com as cartas para México e União Europeia (UE), no sábado (19/7), 24 parceiros foram taxados, incluindo o bloco da UE.
O foco tarifário de Trump se voltou ao bloco do Brics, que reúne Brasil e parceiros como Rússia, China e Índia. Um dia após a fala de Lula (9/7), Trump taxou o Brasil em 50%.
No dia 14 de julho, ele ameaçou taxar em 100% a Rússia. A China chegou a ser alvo de tarifas de 140%, mas, após rodadas de negociação, foram reduzidas, por enquanto, a 30%.
O Brasil foi o mais atingido pela sanção comercial de Trump. O governo federal tem protestado e defendido a soberania nacional, mas também quer negociar com os norte-americanos. Já a Rússia foi ameaçada com uma tarifa de 100% sobre seus produtos.
Com informações do Metrópoles
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