Avanço é registrado no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2023; mortes por malária foram zeradas e vacinação cresceu quase 80%
A população Yanomami apresenta uma melhora significativa nos indicadores de saúde após a ampliação das ações do governo federal no território indígena. No primeiro semestre de 2026, as mortes provocadas por desnutrição caíram 75,7% em comparação com o mesmo período de 2023, quando o governo federal havia decretado emergência em saúde pública na região.
Os dados são do Ministério da Saúde e foram divulgados em levantamento publicado pela Folha de S.Paulo. Além da forte redução das mortes por desnutrição, o território registrou zero óbitos por malária nos primeiros seis meses deste ano. As mortes provocadas por infecções respiratórias agudas também apresentaram queda de 40,8%.
Queda no número total de mortes
Considerando todas as causas de morte, os números também apontam uma evolução. Entre janeiro e junho de 2023, foram registrados 224 óbitos. No mesmo período de 2026, o número caiu para 158, uma redução de 29,5%.
A melhora ocorre após a retomada e ampliação da assistência à saúde indígena a partir de 2023, quando o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou emergência de saúde pública na Terra Indígena Yanomami, localizada entre Roraima e Amazonas.
Vacinação aumenta quase 80%
Outro indicador que demonstra a ampliação das ações de saúde é a vacinação.
No primeiro trimestre de 2023, foram aplicadas 11.273 doses de vacinas no território Yanomami. No mesmo período de 2026, o número chegou a 20.267 doses, crescimento de 79,8%.
A expansão da vacinação ocorre paralelamente ao fortalecimento da estrutura de atendimento e ao aumento do número de profissionais de saúde que atuam diretamente nas comunidades.
Mais profissionais e estrutura de saúde
Segundo os dados do Ministério da Saúde, o número de profissionais de saúde trabalhando no território mais que triplicou desde o início da emergência.
O contingente passou de aproximadamente 690 profissionais em 2023 para 2.100 em 2025. Atualmente, a estrutura conta com 37 polos-base, 40 Unidades Básicas de Saúde e o Centro de Referência de Surucucu, voltado principalmente para o atendimento de casos mais graves.
Também foram adotadas medidas de recuperação nutricional, distribuição de alimentos, ampliação do atendimento médico e fornecimento de medicamentos e testes, além de ações integradas para combater o garimpo ilegal dentro da Terra Indígena.
Enfrentamento de uma grave crise humanitária
A emergência sanitária decretada em janeiro de 2023 foi uma das primeiras grandes crises enfrentadas pelo governo Lula após o início do terceiro mandato.
Naquele período, imagens de crianças e adultos Yanomami em situação de desnutrição grave chamaram a atenção do país e provocaram forte repercussão internacional. O governo federal iniciou uma operação integrada para ampliar a assistência e enfrentar os problemas que afetavam a população indígena.
Além das ações de saúde, órgãos federais passaram a atuar no combate ao garimpo ilegal, atividade apontada como um dos fatores que contribuíram para agravar as condições de vida das comunidades, afetando rios, alimentação, deslocamento e acesso aos serviços públicos.
Os resultados mais recentes indicam uma mudança importante no cenário. A queda de 75,7% nas mortes por desnutrição, a redução das mortes por infecções respiratórias e a ausência de óbitos por malária no primeiro semestre de 2026 mostram avanços relevantes na assistência à população Yanomami.
Apesar da melhora, os números também demonstram que os desafios permanecem. 158 mortes por diferentes causas foram registradas nos primeiros seis meses de 2026, reforçando a necessidade de manter e ampliar as ações de saúde, segurança alimentar e proteção territorial.
Para o Jornal TaguaCei, os indicadores reforçam a importância de políticas públicas permanentes voltadas à proteção dos povos indígenas e à garantia do direito básico à saúde, alimentação e vida digna.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



