Em ato em Bangu, presidente defendeu uma política de segurança firme, integrada e sem “pirotecnia” e anunciou a criação do Ministério da Segurança Pública
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste sábado (22), durante ato político em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que o governo federal vai atuar para enfrentar o crime organizado e recuperar territórios atualmente dominados por organizações criminosas.
Diante de uma multidão no Estádio Moça Bonita, Lula declarou que o objetivo é retirar os criminosos dos territórios e devolver esses espaços à população fluminense. “Vamos tirar os bandidos dos territórios e vamos devolver os territórios ao povo do Rio de Janeiro”, afirmou o presidente.
Segurança pública sem “pirotecnia”
Durante o discurso, Lula ressaltou que o enfrentamento à criminalidade precisa ser realizado com firmeza, mas sem transformar operações de segurança em espetáculos de violência.
A proposta apresentada pelo presidente combina ação policial, inteligência, integração entre os órgãos de segurança e políticas públicas capazes de enfrentar as causas sociais que contribuem para a expansão da criminalidade.
Lula também afirmou que o governo federal pretende trabalhar para atingir a estrutura das organizações criminosas, especialmente sua capacidade financeira e logística. A estratégia defendida pelo presidente inclui o fortalecimento da cooperação entre União, estados e municípios.
Ministério da Segurança Pública
Um dos principais anúncios feitos no evento foi a intenção de criar o Ministério da Segurança Pública assim que o Senado aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.
A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e busca ampliar a coordenação nacional das políticas de segurança, fortalecendo a atuação integrada das forças policiais e dos diferentes níveis de governo.
Para Lula, uma estrutura federal mais forte na área poderá melhorar a capacidade do Estado de combater organizações criminosas que ultrapassam as fronteiras estaduais.
Educação também faz parte da estratégia
No discurso, o presidente relacionou segurança pública a investimentos sociais. Lula defendeu a ampliação da educação em tempo integral e afirmou que é necessário oferecer oportunidades para crianças e jovens antes que sejam recrutados pelo crime.
A avaliação apresentada pelo presidente é que o combate à criminalidade não pode depender exclusivamente da ação policial. Educação, saúde, geração de oportunidades e presença permanente do Estado também seriam fundamentais para recuperar áreas vulneráveis.
Disputa política no Rio
O ato de Lula em Bangu ocorreu no mesmo dia em que o senador Flávio Bolsonaro realizou um evento político no Maracanãzinho. A segurança pública foi um dos principais temas dos dois encontros, evidenciando a importância do assunto na disputa eleitoral de 2026 no Rio de Janeiro.
Enquanto Lula defendeu uma estratégia baseada na integração das forças de segurança, combate à estrutura financeira das facções e políticas sociais, Flávio Bolsonaro apresentou propostas de endurecimento penal e classificou organizações criminosas como grupos terroristas.
“Devolver o território ao povo”
A fala de Lula coloca a recuperação dos territórios dominados pelo crime organizado como uma das prioridades de sua agenda de segurança.
O presidente também elogiou o trabalho realizado pelo governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, e defendeu a continuidade de ações de reorganização administrativa e de segurança no estado.
Para o presidente, a presença do Estado precisa significar mais do que operações policiais pontuais: deve representar a retomada de serviços públicos, escolas, unidades de saúde e oportunidades para a população.
Jornal TaguaCei acompanha o debate sobre segurança pública e as propostas que impactam diretamente a vida dos brasileiros, especialmente em grandes centros urbanos como o Rio de Janeiro e o Distrito Federal.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



