Sindipeças enviou carta a Geraldo Alckmin solicitando que o governo interceda junto à China para garantir importação de semicondutores
Em meio ao possível cenário de escassez de semicondutores em decorrência de uma crise entre a Holanda e a China, montadoras brasileiras de veículos pedem que o Governo Federal interceda nas negociações frente ao país asiático para evitar que faltem chips na montagem de veículos.
Entidades como o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) enviaram carta ao ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o presidente em exercício do Brasil, Geraldo Alckmin, que solicita que o governo interceda junto à China para garantir importação de semicondutores.
“Solicitamos o apoio do Governo Federal, em especial do MDIC e do MRE, por meio de gestões técnicas e diplomáticas junto ao governo da China, de forma a garantira continuidade do fornecimento e a estabilidade da cadeia automotiva e eletrônica nacional”, escreve o comunicado assinado por Cláudio Sahar, presidente do Sindipeças.
Na carta (confira a íntegra aqui), existem relatos de que foram registradas na indústria automotiva reduções “significativas” de componentes eletrônicos “essenciais para módulos de controle, sistemas de injeção e produtos de alta tecnologia” na montagem de veículos leves, comerciais e industriais.
Entenda a crise
O risco de desabastecimento de chips semicondutores na indústria automotiva brasileira ocorreu por questões geopolíticas, após o governo da Holanda assumir o controle da fabricante Nexperia, uma gigante de semicondutores.
A empresa Nexperia tem como acionista um grupo chinês, parcialmente controlado pelo governo do país asiático. Diante da ação da Holanda em controlar a produção da empresa em seu país, a China impôs restrições à exportação de componentes eletrônicos.
Além da Sindipeças, o risco de escassez de chips foi repercutido pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que alertou para que o governo federal adote medidas “rápidas e decisivas” para evitar o desabastecimento de chips no país.
Em nota enviada ao Correio, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) reconheceu a crise de semicondutores e afirmou estar em diálogo com as empresas para evitar a paralisação industrial.
“O governo brasileiro está acompanhando os eventuais efeitos de interrupções da cadeia global de suprimento de semicondutores e está em diálogo com a indústria brasileira para buscar soluções que evitem danos às empresas e aos empregos”, pontuou a pasta.
Com informações do Correio Braziliense
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