Ministro da Fazenda considera que elevação de imposto equivale a aumento da taxa de juros como dificultadores de acesso ao crédito
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo espera tomar uma decisão até o fim desta semana sobre uma possível compensação para eventuais perdas ao setor produtivo com o aumento das alíquotas do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF). O chefe da pasta participou, nesta segunda-feira (26/5), de um evento na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), no Rio de Janeiro.
“Nós temos até o final da semana para decidir compensar, se com mais contingenciamento ou com alguma substituição. Até o final da semana, nós vamos tomar essa decisão”, afirmou o ministro.
Também hoje a CNI e outras entidades que representam o setor privado publicaram uma nota manifestando preocupação com as medidas do governo federal. Uma das preocupações do setor é o encarecimento do acesso ao crédito, com a elevação das alíquotas para as empresas. Sobre esse tema, Haddad comparou as mudanças ao aumento da taxa básica de juros, a Selic, a 14,75% ao ano.
“Quando sobe a Selic, aumenta o custo do crédito. Está igual. Quando aumenta a Selic, aumenta o custo de crédito e nem por isso os empresários deixam de compreender a necessidade da medida”, acrescentou o chefe da pasta, que disse, ainda, que o objetivo do governo é cumprir a meta fiscal para os próximos dois anos.
“Nós temos um marco fiscal, o que está sendo reforçado pelas medidas. Nós temos até 2,5% de aumento real do gasto público de teto. É daí para menos. Nós vamos seguir a regra fiscal, conforme combinado com o Congresso Nacional”, completou Haddad.
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