Foco das investigações é a aplicação de cerca de R$ 15 milhões em verbas federais repassadas a uma associação sediada no Distrito Federal
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagrou nesta terça-feira (29/7) a Operação Korban que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos de emendas parlamentares destinadas à realização de eventos de esportes digitais em vários estados, inclusive no Distrito Federal.
No total, 16 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) estão sendo cumpridos nos estados do Acre, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal. Também foram autorizadas medidas de sequestro de bens — incluindo veículos e imóveis — e o bloqueio de contas bancárias de empresas envolvidas. O valor total das indisponibilidades patrimoniais pode chegar a R$ 25 milhões.
O foco das investigações é a aplicação de cerca de R$ 15 milhões em verbas federais repassadas a uma associação sediada no Distrito Federal. Os recursos foram transferidos por meio de termos de fomento firmados com o Ministério do Esporte, com o objetivo de promover jogos estudantis de esportes digitais entre os anos de 2023 e 2024.
O Correio apurou que as investigações sobre possíveis fraudes na execução de convênios firmados entre a Associação Moriá e o Ministério do Esporte começaram em 2024 motivadas por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 854, que trata da fiscalização de emendas parlamentares.
Ao longo da investigação, a Secretaria Federal de Controle (SFC) foi apontado uma série de potenciais irregularidades nos convênios nº 942706 e nº 951513, celebrados para a realização dos Jogos Estudantis Digitais (JEDIS) no Distrito Federal e no Espírito Santo. Os projetos foram financiados com recursos oriundos de emendas parlamentares apresentadas pelo senador Izalci Lucas (DF) e pela ex-senadora Rose de Freitas (ES), respectivamente.
As investigações conduzida pela Polícia Federal detectaram três possíveis irregularidades, sendo elas:
- Direcionamento indevido de subcontratações pela Associação Moriá (AM), com conexões a terceirizadas e sinais de orçamentos falsificados
- Ação conjunta entre empresas envolvidas nas terceirizações dos jogos agindo como meras orçadoras e a falta de concorrência efetiva
- Subcontratação de duas empresas com características de fachada, como a ausência de sede adequada ou funcionários
Entre as medidas judiciais já adotadas está a suspensão de novos repasses à entidade investigada, além da proibição de que a associação realize pagamentos a empresas subcontratadas no âmbito dos acordos analisados.
O Correio tenta contato com a associação Moriá,com os senadores citados e com o Ministério do Esporte. A matéria será atualizada conforme houver retorno.
Com informações do Correio Braziliense
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