Presidente declarou que espera que Hamas aceite acordo, mas que Israel terá “apoio total dos Estados Unidos para fazer o que precisa fazer” em caso de negação
Após reunião nesta segunda-feira (29/9) com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou um novo acordo de cessar-fogo em Gaza. Segundo o republicano, a medida — que chamou de “Paz no Oriente Médio” — foi costurada em conjunto com outros países da região, como Jordânia, Arábia Saudita, Paquistão e Catar, que se comprometeram a desmilitarizar Gaza e o Hamas.
“Parece que o Hamas também quer acabar isso, o que é bom”, afirmou. Trump, no entanto, alegou que Netanyahu tem “apoio total dos Estados Unidos para fazer o que precisa fazer” caso o grupo não concorde com o cessar-fogo.
A proposta pede a libertação imediata de todos os reféns pelo Hamas, além da entrega dos corpos das vítimas para que as famílias possam se despedir. Trump apontou ainda que deve traçar um cronograma em fases para retirada das forças de Israel de Gaza.
O plano prevê a criação de uma “diretoria de paz”, que deve ser coordenado pelo republicano. Trump alegou que estaria “muito ocupado” para liderar o grupo, mas assumiria para atender a pedidos dos demais países. “Os líderes de Israel, do mundo árabe e todos os envolvidos pediram esse homem, o presidente Donald Trump”, relatou. “É um trabalho extra, mas tão importante, então o farei”.
Além dele, palestinos e representantes de outros países devem fazer parte do governo de transição. Um dos nomes anunciados é o do ex-primeiro-ministro Tony Blair, do Reino Unido.
Ele indicou ainda que o Hamas não terá papel no grupo. “Muitos líderes do Hamas foram assassinados e milhares de soldados também, nós nunca esqueceremos o 7 de outubro, mas milhares pagaram o preço por isso”, afirmou Trump, sem mencionar os milhares de civis mortos em Gaza.
Embora tenha falado de especialistas palestinos, Trump se manteve contrário ao reconhecimento da Palestina. “Vários países acabaram reconhecendo, de forma tola, o Estado da Palestina, amigos da Europa, aliados, boas pessoas, mas eles estão fazendo isso porque estão cansados do que está acontecendo há décadas”, declarou. O estadunidense ainda teceu elogios a Netanyahu e a Israel, que afirmou ter sido “generoso” ao deixar o território de Gaza em 2005.
- A CLDF NÃO PODE ERRAR DE NOVO!
- Sanções dos EUA contra PCC e Comando Vermelho elevam risco para empresas no Brasil
- Brasil supera Itália e vira 8ª economia do mundo
- Fachin rejeita pedido de suspeição contra Kassio em ação do Master
- Clima de São João já toma conta das prateleiras do supermercado Caprichoso, no P Norte, em Ceilândia; confira as novidades