Disputa pelo governo de São Paulo se mostra competitiva entre Tarcísio e Haddad, aponta pesquisa Atlas

A corrida pelo governo de São Paulo em 2026 começa a se desenhar como uma disputa competitiva entre o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-ministro Fernando Haddad (PT), segundo pesquisa Atlas divulgada nesta segunda-feira, 30, pelo jornal Estado de S. Paulo. O levantamento mostra Tarcísio com 49,1% das intenções de voto, contra 42,6% de Haddad, indicando uma diferença relevante, mas ainda dentro de um cenário de polarização.

De acordo com a pesquisa, realizada entre os dias 24 e 27 de março com 2.254 eleitores paulistas, Kim Kataguiri (Missão) aparece com 5%, enquanto o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra (PSDB) registra 1,2%. Os votos em branco e nulos somam 1,5%, e 0,6% dos entrevistados não souberam responder. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-01079/2026.

O resultado revela um quadro competitivo no principal colégio eleitoral do país, com Tarcísio liderando, mas enfrentando um adversário consolidado no campo progressista. Haddad, nome do PT e aliado direto do presidente Lula, mantém patamar elevado de intenção de voto, o que indica potencial de disputa intensa ao longo da campanha.

No campo político mais amplo, Tarcísio chegou a ser cogitado como candidato à Presidência da República, com apoio de setores da direita e do centro. No entanto, sua permanência na disputa pela reeleição em São Paulo foi consolidada após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) optar pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) como nome para o Planalto. Para concorrer à Presidência, o governador precisaria deixar o cargo até o próximo sábado, 4.

Outros cenários testados pela Atlas reforçam a competitividade da eleição, ainda que Tarcísio mantenha a dianteira. Em uma simulação com a ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), no lugar de Haddad, o governador aparece com 48,8%, enquanto Tebet soma 41,8%. Kim Kataguiri registra 5% e Paulo Serra chega a 1,5%. Nesse cenário, votos em branco e nulos somam 2,5%, e 0,5% não souberam responder.

A presença de Tebet no levantamento ocorre em meio à sua recente filiação ao PSB, após deixar o MDB, partido que apoia o projeto eleitoral de Tarcísio em São Paulo. A ministra anunciou intenção de disputar o Senado pelo estado e deve deixar o comando do Planejamento nos próximos dias, indicando mais uma movimentação relevante no tabuleiro político paulista.

Em outro cenário, o instituto testou o nome de Márcio França (PSB), ministro do Empreendedorismo. Nesse caso, Tarcísio amplia a vantagem, com 49,4% contra 32,2% do ex-governador. Kim Kataguiri aparece com 5,3%, e Paulo Serra registra 2,1%. Os votos em branco e nulos sobem para 9%, enquanto 2% não souberam responder.

Apesar do desempenho inferior nesse cenário, França segue como peça estratégica no campo lulista. Ele tem sinalizado interesse em disputar o Senado, mas seu futuro permanece indefinido diante da possibilidade de composições mais amplas, incluindo eventual participação como vice em uma chapa liderada por Haddad.

A pesquisa também simulou um cenário com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) no lugar de Haddad. Nesse caso, Tarcísio aparece com 48,4%, enquanto Alckmin soma 41,4%. Kim Kataguiri registra 5,3%, e Paulo Serra tem 1,5%. Brancos e nulos são 2,2%, e 1,2% dos entrevistados não souberam responder.

Alckmin, que deve deixar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, tende a permanecer como vice na chapa do presidente Lula, segundo declarações públicas do próprio presidente. Ainda assim, há discussões sobre outras possibilidades, incluindo uma candidatura ao Senado, o que demonstra que o cenário político segue em aberto.

Os dados da Atlas indicam que, embora Tarcísio largue na frente, a disputa pelo governo de São Paulo está longe de definida. Com nomes fortes sendo testados e rearranjos em curso, o pleito paulista tende a ser um dos mais acirrados e estratégicos das eleições de 2026, refletindo a polarização nacional e o peso decisivo do estado no cenário político brasileiro.

Com informações do portal 247

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