O Banco Central deve aprovar nos próximos a aquisição de 58% do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), anunciada ao mercado em março
O Banco Central deve aprovar nos próximos dias a aquisição de 58% do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), anunciada ao mercado em março e desde então sob avaliação dos agentes regulatórios. As duas instituições enviaram ao BC ontem mais 15 páginas e quase 20 anexos de documentos visando as aprovações finais da transação.
Este é considerado o último passo na análise da transação, com a expectativa de que o BC conceda a aprovação em breve. Fontes próximas ao negócio confirmam que os documentos estão dentro dos critérios técnicos exigidos pela autoridade monetária, sem nenhum problema identificado na carteira de crédito.
Desde o anúncio da operação, o BC vem analisando rigorosamente todos os desdobramentos do negócio. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, manteve diversos encontros com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e com o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, para obter todos os detalhes necessários sobre o negócio. O BC havia requisitado informações específicas em 21 tópicos diferentes.
A transação, avaliada em R$ 2 bilhões, prevê que o BRB fique com 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do Banco Master. Em 2024, o Banco Master reportou um lucro líquido de R$ 1,068 bilhão, o dobro do registrado no ano anterior.
Além da autoridade monetária, a operação superou os impedimentos legais e concorrenciais previamente analisados. O desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), João Egmont, derrubou liminar que impedia a conclusão da aquisição. A decisão fundamentou-se no fato de que a operação se trata de uma compra de ações, e não de controle total da empresa, o que, segundo o desembargador, não exigiria legislação específica.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), por sua vez, aprovou a aquisição em 17 de junho sem restrições, dando embasamento à transação. Com os entraves jurídicos superados e a documentação final entregue ao Banco Central, a expectativa entre os grupos envolvidos é que as informações fornecidas sejam suficientes para sanar as dúvidas restantes e finalizar o processo de aquisição.
Com informações do Correio Braziliense
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