Dívida Pública Federal cresce em junho e ultrapassa R$ 9,03 trilhões

A Dívida Pública Federal (DPF) registrou alta de 2,66% em junho e ultrapassou a marca de R$ 9 trilhões, impulsionada principalmente pela emissão de títulos vinculados à Taxa Selic. Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional e repercutidos pela Agência Brasil.

Segundo o levantamento, o estoque da dívida passou de R$ 8,798 trilhões em maio para R$ 9,033 trilhões em junho. Apesar do avanço, o valor permanece abaixo da projeção do Plano Anual de Financiamento (PAF), que estima que a dívida encerre 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) foi a principal responsável pelo aumento, ao crescer 2,72% no período. Em junho, o Tesouro Nacional emitiu R$ 143,35 bilhões a mais em títulos do que resgatou, com destaque para os papéis atrelados à Taxa Selic. Além disso, a incorporação de R$ 85,16 bilhões em juros também contribuiu para a elevação do estoque da dívida.

Os títulos indexados à Selic representaram a maior parte das emissões realizadas no mês. Dos R$ 149,49 bilhões emitidos, R$ 102,57 bilhões corresponderam a papéis vinculados à taxa básica de juros. No mesmo período, os resgates somaram apenas R$ 6,14 bilhões.

A dívida externa também apresentou crescimento de 2,12%, passando de R$ 340,49 bilhões para R$ 347,71 bilhões. Segundo o Tesouro Nacional, o principal fator foi a valorização de 2,37% do dólar em junho.

Outro destaque do relatório foi o aumento do chamado “colchão da dívida”, reserva financeira utilizada para garantir o pagamento de vencimentos em períodos de maior volatilidade. O volume subiu de R$ 1,211 trilhão para R$ 1,346 trilhão, o maior registrado desde o início da série histórica, em 2015. Atualmente, essa reserva é suficiente para cobrir 8,33 meses de vencimentos da dívida pública.

Na composição da dívida, os títulos vinculados à Selic passaram de 48,99% para 49,32% do total. Já os papéis corrigidos pela inflação recuaram de 26,26% para 25,9%, enquanto os títulos prefixados avançaram levemente, de 21% para 21,04%. Os títulos atrelados ao câmbio permaneceram praticamente estáveis, passando de 3,75% para 3,74%.

O prazo médio da dívida caiu de 4,07 anos para 4,01 anos, indicando uma leve redução no período médio de refinanciamento dos compromissos do governo.

Entre os principais detentores da dívida pública interna estão as instituições financeiras, com 31,76% do estoque, seguidas pelos fundos de pensão (22,52%), fundos de investimento (22%) e investidores estrangeiros (9,95%). A participação dos não residentes recuou em relação a maio, refletindo o aumento da tensão nos mercados financeiros durante o mês de junho.

Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.

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