O vice-presidente destacou, durante participação do programa “Mais Você”, que o Brasil continuará buscando alternativas para minimizar os prejuízos provocados pela medida de Donald Trump
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou nesta quarta-feira (30/7) que o anúncio do tarifaço norte-americano contra produtos brasileiros não encerra as tentativas de diálogo entre os dois países. “A negociação não terminou hoje, ela começa hoje”, disse no programa Mais Você, da TV Globo.
O decreto assinado pelo presidente Donald Trump elevou para 50% a alíquota sobre uma série de produtos brasileiros, mas incluiu uma lista de 700 exceções, beneficiando setores estratégicos como o aeronáutico, energético e parte do agronegócio.
Apesar do impacto, Alckmin destacou que o Brasil continuará buscando alternativas para minimizar os prejuízos. “É um perde-perde. Nos atrapalha em mercado, emprego e crescimento, e encarece os produtos americanos”, afirmou.
Segundo cálculos da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), 43% das exportações brasileiras para os Estados Unidos em 2024 não serão afetadas pelas novas tarifas, devido à lista de 694 produtos que ficaram de fora do tarifaço. Já cerca de 35,9% das vendas externas do país serão impactadas.
Alckmin detalhou que 45% dos produtos foram retirados da lista de aumento pelos EUA; aço e alumínio, já taxados em 50%, permaneceram na mesma alíquota; e que automóveis e autopeças seguem com tarifa de 25% aplicada pelos EUA ao resto do mundo.
O vice-presidente ressaltou ainda que o café brasileiro, essencial para o consumo norte-americano, será peça-chave nas negociações. Ele pretende ampliar as exceções para incluir frutas, além do já isento suco de laranja.
“Brasil é o maior exportador do mundo, maior produtor do mundo. Vai ter de buscar outros mercados, ou vamos trabalhar com os EUA, pois é um grande consumidor de café. E eles tomam aquele café grandão, eles precisam do nosso café arábica para o blend. Primeiro trabalhar para baixar a tarifa, eles não produzem café”, frisou.
Com o aumento das tarifas, o governo brasileiro busca agora reduzir os efeitos do tarifaço sobre o setor exportador, ao mesmo tempo em que tenta manter aberto o canal de diálogo com Washington.
Com informações do Correio Braziliense
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