Decorações de Natal antecipam movimento nas lojas e aquecem comércio do DF

Consumidora escolhe enfeites natalinos em loja de decoração em Taguatinga, no Distrito Federal.
Foto: Pedro Paulo Cardoso/CB/D.A. Press

TaguaCei — As lojas do Distrito Federal já se preparam para o Natal, com vitrines decoradas, estoques reforçados e consumidores em busca de enfeites para as festas de fim de ano. Em Taguatinga, comerciantes esperam crescimento nas vendas e apostam na antecipação das compras. O movimento repete uma tendência observada em anos anteriores, quando itens de decoração natalina ganharam espaço nas vitrines do comércio brasiliense.

Na Cei Norte Decorações, a proprietária Cremilda Zerneri começa a planejar as compras de produtos natalinos em outubro do ano anterior. Parte dos artigos vem de fornecedores de São Paulo, Alemanha e China. Segundo ela, a preparação para as vendas de 2027 já começou, com a aquisição de mercadorias no mercado chinês.

A expectativa da comerciante é de que as vendas cresçam 20% em relação ao Natal de 2025. Ela avalia que o fim do período eleitoral pode contribuir para melhorar o movimento do comércio. Para atender diferentes perfis de consumidores, a loja trabalha com produtos de linhas popular, média e alta.

Cremilda também relata dificuldades no abastecimento provocadas por enchentes registradas na China, no Nepal e no Tibete, em agosto de 2026. Algumas fábricas fornecedoras de fitas e renas foram atingidas, o que provocou atrasos na entrega de mercadorias.

Mesmo diante dos problemas, a loja contratou 50 funcionários temporários para reforçar o atendimento durante o período de maior movimento.

Entre os consumidores, a procura antecipada também já começou. A funcionária pública Fátima Gonçalves, de 64 anos, foi à loja em busca de laços e ursos para complementar a decoração de casa e da árvore de Natal. Ela conta que espera o ano inteiro pela chegada dessa época.

A professora aposentada Maria Ester Bonfim, de 59 anos, também aproveitou para procurar guizos, sinos e bolas decorativas. Para ela, o Natal representa um período de esperança e convivência familiar.

Lojas começam a se preparar ainda no início do ano

Na Stock Lar, localizada na Asa Norte, a venda de artigos natalinos começa tradicionalmente em setembro. A proprietária, Ailce Miranda, explica que a preparação do estoque começa em janeiro, quando a equipe participa de feiras e exposições pelo país. Cerca de 70% das compras são realizadas nesse período, enquanto o restante é adquirido em maio, durante uma feira em São Paulo.

A loja também amplia o horário de funcionamento durante a temporada, com abertura aos domingos e feriados para atender à demanda.

Entre as apostas para este ano estão produtos com estampas xadrez em azul e vermelho, além da cor marsala. Segundo Ailce, alguns consumidores já procuram os artigos natalinos meses antes do início das vendas.

Shoppings apostam no movimento de fim de ano

Nos centros comerciais de Brasília, a expectativa também é positiva. No Pátio Brasil Shopping, a proximidade do Natal e a realização da Black Friday em novembro são apontadas como fatores que podem aumentar a circulação de consumidores.

O superintendente do empreendimento, Augusto Brandão, afirma que a combinação de promoções e atrações natalinas pode estimular as compras e fortalecer o desempenho das lojas. A decoração de Natal foi inaugurada no último sábado (31), com árvore, atrações interativas para crianças e chegada do Papai Noel.

O shopping também espera ampliar as equipes durante o período, que tradicionalmente movimenta a contratação de trabalhadores temporários.

Sindivarejista projeta alta nas vendas

As projeções do Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal (Sindivarejista-DF) indicam crescimento de 6,4% nas vendas de Natal em comparação com o ano passado. Em 2025, a alta registrada foi de 5,7%.

A entidade também estima a criação de 4,7 mil vagas temporárias no comércio do DF, cerca de 1,4 mil postos a mais do que no mesmo período de 2025.

Segundo o presidente do sindicato, Sebastião Abritta, roupas, calçados, objetos de decoração e brinquedos devem estar entre os produtos mais procurados. A estimativa é que o gasto médio por presente fique entre R$ 264 e R$ 392, conforme o poder de compra dos consumidores.

Fonte: Correio Braziliense

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