Taguacei – Segundo informações divulgadas pelo Brasil 247, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja realizar apenas uma viagem internacional durante o período da campanha eleitoral deste ano. O destino deve ser Nova York, nos Estados Unidos, onde o chefe do Executivo deverá discursar na abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), prevista para setembro. Pela tradição diplomática, o Brasil é o primeiro país a discursar na reunião de líderes globais.
A viagem aos Estados Unidos também poderá abrir espaço para um possível encontro presencial entre Lula e o presidente norte-americano, Donald Trump, durante o evento. Caso a reunião aconteça, será o primeiro encontro direto entre os dois mandatários após a recente escalada das tensões diplomáticas entre Brasília e Washington.
As relações entre os dois países passaram por um período de maior tensão, marcado por manifestações do governo norte-americano sobre questões relacionadas ao Brasil e por sinalizações de interferência no processo eleitoral brasileiro.
A participação de Lula na Assembleia-Geral da ONU também deve ocorrer em meio ao discurso adotado pelo governo sobre soberania nacional. Em 2025, durante sua participação no evento, o presidente criticou tentativas de interferência estrangeira no Brasil e afirmou a importância da defesa da soberania e da democracia brasileira.
Ausência na cúpula do BRICS
A agenda eleitoral, por outro lado, deve levar Lula a cancelar sua participação presencial na próxima cúpula do BRICS.
Segundo assessores do Palácio do Planalto citados pelo Brasil 247, o presidente não deverá viajar para Nova Déli, na Índia, onde está prevista a realização da reunião do bloco nos dias 12 e 13 de setembro.
A decisão estaria relacionada à necessidade de Lula permanecer no Brasil durante o período eleitoral, quando sua presença deverá ser concentrada nos compromissos da campanha.
O BRICS reúne atualmente 11 economias emergentes, e a ausência do presidente brasileiro deverá ser compensada por uma representação ministerial na reunião.
Mauro Vieira deve representar o Brasil
Para representar o país na cúpula, o governo deverá enviar o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, também poderá integrar a comitiva brasileira que viajará para a Índia, embora sua participação ainda esteja em avaliação.
A representação ministerial permitirá que o Brasil participe das discussões do bloco mesmo sem a presença do presidente da República.
A decisão ocorre em um momento em que o governo brasileiro busca conciliar compromissos diplomáticos internacionais com a agenda eleitoral doméstica.
Campanha eleitoral pesa na agenda
A escolha de manter apenas uma viagem internacional durante a campanha demonstra a prioridade dada pelo presidente à disputa eleitoral de 2026.
A previsão é de que os meses de setembro e outubro sejam marcados por intensa agenda de compromissos em diferentes regiões do país.
Nesse cenário, a viagem à ONU aparece como uma exceção, em razão da importância diplomática do evento e da tradição brasileira de abrir os discursos da Assembleia-Geral.
Já a participação na cúpula do BRICS exigiria uma viagem mais longa à Ásia, em um período considerado estratégico para a campanha eleitoral.
Com isso, o governo deverá manter a participação brasileira no encontro por meio de ministros, enquanto Lula concentra sua agenda no Brasil.
*Nota de transparência: Esta matéria foi reescrita com auxílio de inteligência artificial, a partir das informações divulgadas pela fonte mencionada, e passou por revisão editorial.



