Inflação de abril é menor do que a de março, com contenção dos preços dos combustíveis

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril foi de 0,67%, 0,21 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de 0,88% registrada em março. No ano, o IPCA acumula alta de 2,60% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 4,39%, acima dos 4,14% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2025, a variação havia sido de 0,43%.

Um dos destaques do período foram os combustíveis. Em março, a subida do índice havia sido de 4,47%. Em abril, foi de 1,80%, refletindo esforços do Governo do Brasil na contenção de preços (confira as ações aqui) e também as idas-e-vindas da ação dos Estados Unidos em relação ao Irã, alternando subida e descida da especulação internacional quanto aos combustíveis.

PeríodoTaxa 
Abril de 20260,67% 
Março de 2026 0,88% 
Abril de 2025 0,43% 
Acumulado no ano 2,60% 
Acumulado nos últimos 12 meses 4,39% 

A maior variação e impacto foram registrados no grupo Alimentação e bebidas (1,34% e 0,29 pp), seguido por Saúde e cuidados pessoais (1,16% e 0,16 pp). Juntos os dois grupos representaram, aproximadamente, 67% do resultado do mês. Os demais grupos apresentaram variações abaixo de 1,00%, ficando entre 0,06% observado em Transportes e em Educação, e 0,65% de Artigos de residência.

Variação do IPCA por grupo de produtos e serviços

GrupoVariação (%)Impacto (p.p.)
MarçoAbrilMarçoAbril
Índice Geral0,880,670,880,67
Alimentação e bebidas1,561,340,330,29
Habitação0,220,630,030,10
Artigos de residência0,510,650,020,02
Vestuário0,460,520,020,02
Transportes1,640,060,340,01
Saúde e cuidados pessoais0,421,160,060,16
Despesas pessoais0,650,350,070,04
Educação0,020,060,000,00
Comunicação0,190,570,010,03
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

O grupo Alimentação e bebidas variou 1,34% em abril, acumulando alta de 3,44% no 1º quadrimestre de 2026. A alimentação no domicílio registrou variação de 1,64%, com influência das altas da cenoura (26,63%), do leite longa vida (13,66%), da cebola (11,76%), do tomate (6,13%) e das carnes (1,59%). No lado das quedas destacaram-se o café moído (-2,30%) e o frango em pedaços (-2,14%). A alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,59%, com o lanche saindo de 0,89% em março para 0,71% em abril e a refeição, de 0,49% para 0,54%, no mesmo período.

Em Saúde e cuidados pessoais (1,16%) sobressaem os produtos farmacêuticos (1,77%), após a autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos, a partir de 1° de abril, e os artigos de higiene pessoal (1,57%), com destaque para o perfume (1,94%).

No grupo Habitação, a variação de 0,63% em abril teve influência do gás de botijão, com alta de 3,74%, e da energia elétrica residencial (0,72%), que incorpora os seguintes reajustes: 6,92% e 14,66% nas concessionárias no Rio de Janeiro (4,83%), ambos com vigência a partir de 15 de março; 12,36%, em Campo Grande (2,27%), a partir de 24 de abril; 4,78%, em Salvador (2,23%), desde de 22 de abril; 3,86% em Recife (1,05%), vigente desde de 29 de abril; 5,91% em Aracaju (0,89%), e 5,59% em Fortaleza (0,44%), ambos a partir de 22 de abril. Ainda em Habitação, a taxa de água e esgoto (0,22%) reflete o reajuste de 4,80% nas tarifas em Goiânia (4,80%), a partir de 1º de abril.

O grupo Transportes desacelerou, na passagem de março (1,64%) para abril (0,06%), em razão, especialmente, da queda de 14,45% no subitem passagem aérea. Combinado a ele, o ônibus urbano variou -1,13% dada a apropriação de gratuidades ou reduções de tarifa aos domingos em São Paulo (1,10%) e Salvador (0,55%) e, também, nos feriados, em Fortaleza (-0,57%), Vitória(-0,60%), Curitiba (-3,05%), Brasília (-6,58%), Belém (-6,60%) e Belo Horizonte (-6,72%). A redução de 0,38% no metrô foi devido à incorporação das gratuidades nas tarifas aos domingos e feriados em Brasília (-6,58%).

No lado das altas no grupo Transportes, destacam-se os combustíveis com 1,80% de variação. A gasolina desacelerou de março (4,59%) para abril (1,86%), ainda se posicionando como o principal impacto individual no índice do mês (0,10 p.p.). Também se destacam as altas no óleo diesel, 4,46%, e no etanol (0,62%). O gás veicular recuou 1,24%. No ônibus intermunicipal (0,55%) está contemplado o reajuste de 8,18% nas tarifas em Porto Alegre (3,52%), desde 8 de abril, e o subitem táxi (0,26%) reflete o reajuste de 7,72% em Recife (5,81%), vigente desde 12 de fevereiro, não captado anteriormente.

No que concerne aos índices regionais, a maior variação ocorreu em Goiânia (1,12%), influenciada pela alta da gasolina (5,77%) e da taxa de água e esgoto (4,80%). A menor variação ocorreu em Brasília (0,16%), por conta do recuo da passagem aérea (-10,88%) e da gasolina (-1,03%).

Variação do IPCA por região

RegiãoPeso Regional (%)Variação (%)Variação
Acumulada (%)
MarçoAbrilAno12 meses
Goiânia4,170,401,122,465,01
São Luís1,621,391,093,033,93
Belém3,941,311,083,214,41
Campo Grande1,570,931,022,633,08
Aracaju1,030,920,842,884,31
Recife3,921,100,822,975,21
Fortaleza3,230,810,813,105,10
Rio de Janeiro9,430,780,732,573,85
Porto Alegre8,610,960,672,224,00
Curitiba8,090,700,662,113,33
Salvador5,991,470,643,044,51
Belo Horizonte9,690,930,612,774,08
Rio Branco0,510,370,561,823,56
Vitória1,860,720,562,484,71
São Paulo32,280,780,552,614,80
Brasília4,060,850,161,884,32
Brasil100,000,880,672,604,39
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 01 de abril de 2026 a 30 de abril de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 04 de março de 2026 a 31 de março de 2026 (base).

INPC fica em 0,81% em abril

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC teve alta de 0,81% em abril, 0,10 p.p. abaixo do resultado observado em março (0,91%). No ano, o INPC acumula alta de 2,70% e, na ótica dos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,11%, acima dos 3,77% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2025, a taxa foi de 0,48%.

Os produtos alimentícios desaceleraram de março (1,65%) para abril (1,37%). A variação dos não alimentícios passou de 0,67% em março para 0,63% em abril.

Quanto aos índices regionais, a maior variação ocorreu em São Luis (1,16%), influenciada pela alta do gás de botijão (7,03%) e dos artigos de higiene pessoal (2,23%). A menor variação ocorreu em Brasília (0,09%), por conta do recuo da passagem aérea (-10,88%) e do ônibus urbano (-6,58%).

Variação do INPC por região

RegiãoPeso Regional (%)Variação (%)Variação
Acumulada (%)
MarçoAbrilAno12 meses
São Luís3,471,261,163,003,81
Campo Grande1,731,011,152,692,88
Goiânia4,430,531,142,494,82
Belém6,951,181,063,064,26
Aracaju1,290,801,012,704,09
Recife5,601,010,972,965,01
Rio de Janeiro9,380,830,922,683,47
Fortaleza5,160,800,803,245,04
Porto Alegre7,151,030,772,333,73
Salvador7,921,520,773,194,19
Belo Horizonte10,350,940,762,943,83
Vitória1,910,740,742,544,72
Rio Branco0,720,330,711,893,23
São Paulo24,600,720,692,624,55
Curitiba7,370,670,661,912,60
Brasília1,971,040,091,624,04
Brasil100,000,910,812,704,11
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 01 de abril de 2026 a 30 de abril de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 04 de março de 2026 a 31 de março de 2026 (base)

Com informações do portal Gov.br

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