TaguaCei — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou o tom das críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) durante uma live de mobilização política no domingo (13) e cobrou explicações sobre a evolução do patrimônio do parlamentar. Lula também questionou a relação entre empresas ligadas ao senador e pessoas investigadas em fraudes contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Durante a transmissão, Lula rebateu acusações feitas contra integrantes de sua família e afirmou que eventuais envolvidos em irregularidades devem ser responsabilizados. Em seguida, direcionou as críticas a Flávio Bolsonaro.
“Se meu filho estiver metido, ele vai pagar um preço muito alto. Mas quem tem escritório junto com o Careca é o Flávio Bolsonaro. Não é o meu filho”, afirmou o presidente, em referência a Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Em outro momento, Lula também criticou o histórico político do senador e afirmou que ele estaria envolvido em diferentes escândalos, incluindo as investigações relacionadas à Previdência Social.
Empresas no mesmo endereço
Segundo informações apresentadas em investigações da Polícia Federal, a empresa Bravo Grafeno, ligada a Flávio Bolsonaro e ao vereador Carlos Bolsonaro, está registrada na mesma sala comercial do Edifício Connect Towers, em Águas Claras, utilizada por empresas relacionadas a Antonio Carlos Camilo Antunes.
O mesmo contador que teria prestado serviços a empresas investigadas no caso também teria ligação profissional com o escritório de advocacia do senador.
Patrimônio declarado ao TSE
Outro ponto levantado no debate é a evolução do patrimônio declarado por Flávio Bolsonaro ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em 2018, o senador declarou possuir aproximadamente R$ 1,74 milhão em bens. Em 2026, o patrimônio informado à Justiça Eleitoral chegou a R$ 8,18 milhões, um crescimento de cerca de 370% em oito anos.
Entre os principais bens está uma mansão no Lago Sul, em Brasília, avaliada em mais de R$ 6 milhões. O imóvel foi adquirido por meio de financiamento de longo prazo junto ao Banco de Brasília (BRB), mas teve o saldo quitado antecipadamente em 2024, três anos antes do prazo originalmente previsto.
O caso passou a ser questionado politicamente em razão da origem dos recursos utilizados para a quitação antecipada do financiamento.
Durante a live, Lula também fez uma comparação entre seu próprio patrimônio e o de Flávio Bolsonaro e questionou a origem dos recursos acumulados pelo senador.
“Pô, eles me chamam de ladrão. Ladrão é ele. Eu tenho uma casa de R$ 500 mil e ele tem uma mansão de R$ 6 milhões. Meu carro vale R$ 130 mil e ele tem um carro de R$ 1 milhão”, afirmou.
Na sequência, Lula questionou a origem do patrimônio atribuído ao senador e citou as investigações envolvendo o INSS, o Banco Master e organizações criminosas.
As declarações ocorrem em meio à disputa eleitoral de 2026 e ao avanço das investigações sobre suspeitas de fraudes contra aposentados e possíveis conexões entre empresários, empresas e agentes políticos. As acusações e suspeitas mencionadas no debate ainda dependem de apuração e comprovação pelas autoridades competentes.
Fonte: Vermelho
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



