Bolsonaro nega tentativa de golpe e diz que não cogita prisão: “Qual crime eu cometi?”

Em coletiva no Senado, nesta quinta-feira (17/7), ex-presidente criticou parecer da PGR, defendeu permanência do filho, Eduardo, nos EUA e reforçou ser alvo de injustiça

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) rebateu nesta quinta-feira (17/7) o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) que recomendou sua condenação por tentativa de golpe de Estado. Em uma coletiva de imprensa no Senado, Bolsonaro classificou a acusação como “injusta” e declarou: “Qual o crime eu cometi? Se eu for condenado, será uma injustiça”. Ele ainda reiterou que não passa por sua cabeça a ideia de ser preso.

A manifestação da PGR foi protocolada na última segunda-feira (14) e reforça o pedido para que o Supremo Tribunal Federal (STF) condene Bolsonaro pelos crimes de tentativa de golpe, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e participação em organização criminosa.

“É um absurdo falar em tentativa de golpe”, frisou Bolsonaro, ao comentar o processo. “Vou enfrentar o julgamento, não tem outra alternativa. Mas lamento a peça do Paulo Gonet, que se presta a fazer um documento desse, indo além da Polícia Federal”, afirmou, referindo-se ao procurador-geral da República.

Na entrevista, o ex-presidente também falou sobre a situação do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos. Segundo Jair Bolsonaro, se o filho voltar ao Brasil, poderá ser detido pela Polícia Federal.

“Se Eduardo vier pra cá, ele está preso no aeroporto”, afirmou. O parlamentar se licenciou do mandato alegando perseguição e tem até o próximo domingo (20) para retornar ao país. Caso contrário, poderá perder o mandato por excesso de faltas.

A coletiva desta quinta foi convocada às pressas e reuniu aliados e parlamentares próximos ao ex-presidente, que segue inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Se condenado Bolsonaro pode pegar até 40 anos de prisão.

Com informações do Correio Braziliense

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