A nova ministra das Relações Institucionais do governo, deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), foi elogiada no Congresso Nacional pelo trabalho de articulação para aprovar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2025. O projeto deveria ter sido aprovado no fim do ano passado, e o atraso limitava os gastos do governo federal.
Gleisi assumiu a articulação política do governo há 10 dias, em 10 de março, no lugar de Alexandre Padilha. A aprovação do Orçamento de 2025, que estava empacada no Congresso, era uma das missões principais.
Após meses de sucessivos adiamentos, a proposta foi aprovada na Comissão Mista de Orçamento (CMO) e no plenário conjunto do Congresso nesta quinta-feira (20/3) de forma simbólica e em votação rápida, até mesmo sem apresentação de destaques que poderiam alterar o texto.
Elogio de Alcolumbre
O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), elogiou publicamente o trabalho de Gleisi no fim da sessão que votou o Orçamento.
“Num debate franco, honesto e verdadeiro, [a ministra] construiu nos últimos dias um entendimento maduro e honesto com o Congresso Nacional, mostrando onde o poder Executivo e o governo poderiam ceder na construção dessa peça orçamentária, que pudesse privilegiar o Parlamento brasileiro”, destacou Alcolumbre.
Durante a sessão, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), reclamou da falta de cumprimento do acordo com o governo para o pagamento de emendas parlamentares, crítica que é reproduzida por vários líderes da Câmara.
O deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), líder da maioria no Congresso, tomou a palavra e disse que com a ministra Gleisi, isso deverá mudar. “Com a chegada da ministra Gleisi Hoffmann, a quem tive a honra de ser ministro com ela, eu tenho certeza que nós vamos trabalhar […] por esse cumprimento”, disse o líder.
Horas antes da aprovação final do Orçamento no plenário, a ministra procurou os líderes partidários e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para o governo manter o poder sobre o corte de despesas.
Quando apresentou o relatório durante a madrugada, o senador Angelo Coronel (PSD-BA) havia estabelecido que ficaria reduzido de 30% para 10% o montante que o governo poderia cortar de despesas (incluindo emendas) por conta própria para fortalecer as despesas obrigatórias.
Depois de conversas de Gleisi com Motta e outros líderes como o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), Coronel mudou o texto, voltando para os 30%, como já é atualmente.
Caso não conseguisse reverter esse ponto, o seu próprio trabalho de ministra da articulação política ficaria engessado, uma vez que ter o controle do corte de despesas é uma forma de negociar com o Congresso.
Com informações do portal Metrópoles
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