Uma revisão de estudos científicos publicada pela Associação Norte-Americana do Coração (AHA), na revista Circulation, indica que o consumo diário de até 400 miligramas de cafeína — o equivalente a cerca de quatro xícaras de café — pode contribuir para a redução do risco de doenças cardiovasculares, como insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC). O levantamento foi divulgado em reportagem publicada pelo Correio Braziliense.
Segundo os pesquisadores, os benefícios estão associados principalmente ao consumo de café coado ou instantâneo, sem adição de açúcar, creme ou outros ingredientes. Em contrapartida, bebidas energéticas não são recomendadas, pois costumam concentrar grandes quantidades de cafeína e outros estimulantes, como taurina, guaraná e ginseng, aumentando o risco de alterações cardiovasculares, especialmente quando combinadas com álcool ou exercícios físicos intensos.
A revisão também aponta que o consumo moderado de café pode estar relacionado à redução da incidência de diabetes tipo 2, doença considerada um importante fator de risco para problemas cardiovasculares. Especialistas ressaltam, porém, que esses benefícios diminuem quando a bebida recebe grandes quantidades de açúcar, xaropes, chantilly e outros ingredientes calóricos.
Além da cafeína, o café contém compostos bioativos, como os ácidos clorogênicos e a trigonelina, que possuem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Essas substâncias ajudam a proteger as células, favorecem o funcionamento dos vasos sanguíneos e contribuem para um melhor controle do metabolismo da glicose.
O método de preparo também influencia os efeitos da bebida sobre a saúde. De acordo com o estudo, cafés preparados em prensa francesa, expresso ou no estilo turco preservam maiores quantidades de cafestol e kahweol, substâncias que podem elevar os níveis do colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”. Já o café filtrado em papel retém boa parte desses compostos, sendo a opção mais indicada para pessoas com colesterol elevado.
Em relação às arritmias cardíacas, a revisão concluiu que o consumo moderado de café não aumenta o risco de fibrilação atrial e, em alguns estudos, foi até associado a menor incidência desse tipo de alteração. No entanto, foram observados casos mais frequentes de batimentos ventriculares prematuros, condição que pode exigir acompanhamento médico em pessoas com doenças cardíacas.
Os autores destacam ainda que os efeitos da cafeína variam de acordo com características individuais, como genética, idade, metabolismo, uso de medicamentos e doenças preexistentes. Por isso, enquanto algumas pessoas toleram várias xícaras de café por dia sem apresentar sintomas, outras podem desenvolver palpitações, ansiedade, tremores ou insônia mesmo após pequenas quantidades da bebida.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



