Uma pesquisa realizada pelo A.C.Camargo Cancer Center em parceria com a Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados revelou que, embora a maioria dos brasileiros reconheça os principais sinais do câncer colorretal, uma parcela significativa demora a procurar atendimento médico ao perceber os sintomas. O levantamento, que ouviu mais de 2 mil pessoas em todo o país, foi divulgado em reportagem publicada pelo Correio Braziliense.
O estudo mostra que oito em cada dez entrevistados consideram graves sintomas como sangue nas fezes e alterações no funcionamento do intestino por mais de um mês, ambos associados ao câncer colorretal. Apesar disso, apenas 21% afirmaram conhecer alguém que já enfrentou a doença, enquanto 75% disseram nunca ter tido contato com pacientes diagnosticados com esse tipo de câncer.
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar cerca de 53.810 novos casos de câncer colorretal por ano no triênio 2026-2028, tornando a doença o segundo tipo de câncer mais incidente no país.
A pesquisa também revelou que, entre os entrevistados que disseram já ter apresentado sintomas compatíveis com a doença, apenas 59% procuraram atendimento médico imediatamente. Os demais adotaram outras atitudes: 19% preferiram esperar os sintomas desaparecerem, 10% adiaram a consulta por alguns dias ou semanas, 7% recorreram a remédios caseiros ou mudanças na alimentação, 3% buscaram medicamentos diretamente em farmácias e 1% pesquisou informações na internet antes de procurar orientação profissional.
Outro dado considerado preocupante é o desconhecimento sobre os exames de rastreamento precoce. Cerca de 67% dos brasileiros nunca ouviram falar da Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSO), exame simples utilizado para detectar sinais iniciais do câncer colorretal. Apenas 11% dos entrevistados disseram já ter realizado o procedimento, enquanto 21% afirmaram conhecê-lo, mas nunca fizeram o exame.
Especialistas do A.C.Camargo reforçam que sintomas como sangramento nas fezes, alterações persistentes no funcionamento do intestino, dor abdominal frequente e perda de peso sem causa aparente não devem ser ignorados. A recomendação é que pessoas a partir dos 45 anos, ou antes dessa idade quando houver fatores de risco ou histórico familiar, realizem exames preventivos conforme orientação médica.
O levantamento foi realizado com 2.015 pessoas de 16 anos ou mais, entrevistadas presencialmente nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



