Promovido pela Polícia Militar do Acre (PMAC), seminário em Brasiléia reúne profissionais de segurança pública, gestores e organizações da sociedade civil
Autoridades e especialistas em segurança pública do Brasil, Bolívia e Peru participam do I Seminário Trinacional da Patrulha Maria da Penha – 2025, em Brasiléia (AC), com o intuito de fortalecer políticas públicas e alinhar estratégias conjuntas no enfrentamento à violência doméstica e familiar na Amazônia.
Com o tema “Proteção sem Fronteiras: Unindo Forças por uma Amazônia Livre da Violência contra a Mulher”, o evento de cooperação entre os países é promovido pela Polícia Militar do Acre (PMAC). Participam da iniciativa profissionais de segurança pública, gestores e organizações da sociedade civil.
A coordenadora de Prevenção às Violências contra as Mulheres da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Julia Mitiko Sakamoto, afirmou que a iniciativa demonstra o compromisso dos três países em transformar o combate à violência de gênero em prioridade de Estado.
“A cooperação entre países é essencial. As Patrulhas Maria da Penha já mostram resultados concretos na redução da reincidência da violência doméstica, na prevenção do feminicídio e no fortalecimento da rede de proteção às vítimas”, destacou Sakamoto, que representou o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) na abertura do seminário.
A comandante-geral da PMAC, Marta Renata da Silva Freitas Alves, reforçou que o seminário é um espaço de escuta e construção coletiva. “Aqui conseguimos reunir todos os atores envolvidos e pensar em ações que realmente façam diferença na vida das mulheres. O objetivo é transformar o debate em medidas práticas para reduzir a violência, seja no ambiente doméstico, familiar ou na sociedade em geral”, observou.
As Patrulhas Maria da Penha foram criadas para atender e acompanhar mulheres e meninas vítimas de violência doméstica e familiar. Compostas por policiais capacitados para atuar na prevenção, fiscalização de medidas protetivas e apoio às vítimas, desempenham papel estratégico ao reduzir o risco de reincidência, garantir o cumprimento das decisões judiciais e aumentar a sensação de segurança das mulheres atendidas.
*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro
Com informações do Correio Braziliense
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