A decisão ocorreu após uma reunião do partido, convocada pelo governador Ibaneis Rocha, que não participou do encontro. O motivo foi a “carteirada” que Daniel Donizete deu ao cair em uma blitz da PM
Em uma reunião na manhã desta segunda-feira (30/6), líderes do MDB-DF decidiram abrir um processo disciplinar contra o deputado distrital Daniel Donizet, que faz parte da legenda, após o parlamentar tentar dar uma “carteirada” durante abordagem da Polícia Militar (PMDF).
Segundo o presidente do MDB-DF e da Câmara Legislativa (CLDF), Wellington Luiz, o processo ainda será aberto. “Vou designar um relator, que vai analisar todos os fatos e levar para o conselho de ética do partido, que tomará a decisão cabível”, detalhou.
Entenda o caso
Donizet foi abordado pela PMDF na quinta-feira (26/6), com a suspeita de estar dirigindo embriagado. No veículo, os PMs encontraram uma garrafa de cerveja e o questionaram. O parlamentar teria confessado que havia bebido, mas disse que estava em condições de dirigir.
Os policiais acionaram outra equipe para levar um teste de bafômetro ao local e, enquanto aguardavam, Donizet se apresentou como deputado e tentou dar carteirada, sem sucesso. Numa segunda tentativa, disse que ligaria para autoridades, como o secretário de Segurança Pública, o governador e o deputado Hermeto.
Porém, após saber da situação, Hermeto teria dito aos policiais para seguir com a abordagem. “Atendi de maneira normal e o policial logo me informou que tratava-se de uma situação complicada. Que ele (Donizet) estaria usando o nome de todo mundo. Eu fui claro e disse que o certo é proceder como se fosse qualquer outro cidadão”, contou o distrital ao Correio.
Ao saber da situação, o governador Ibaneis Rocha (MDB), convocou a reunião que ocorreu nesta segunda-feira, porém, por motivos de agenda, ele não pôde participar do encontro.
No sábado (28/6), Daniel Donizet publicou uma carta aberta aos deputados distritais, em que se desculpou pelos “holofotes colocados na Câmara Legislativa” e afirmou que iria retomar seu tratamento mental. “Com a pressão interna e constante que tenho sofrido, ficou impossível adiar o pedido de ajuda médica e psicológica”, disse Donizet na carta.
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