TaguaCei — A mpox pode provocar lesões na pele que passam por diferentes fases, desde pequenas manchas até bolhas, pústulas e crostas. No Distrito Federal, a confirmação de oito novos diagnósticos em outubro levou a Secretaria de Saúde a intensificar o monitoramento da doença e a investigação da linhagem viral em circulação. O reconhecimento dos sintomas é importante para buscar atendimento e reduzir o risco de transmissão. O DF também registrou novos diagnósticos em novembro, incluindo um caso confirmado em um morador do Guará.
O período de incubação do vírus varia de três a 21 dias após a exposição. Antes do surgimento das lesões, a pessoa pode apresentar sintomas semelhantes aos de uma gripe, como febre, calafrios, cansaço, dores musculares e aumento dos gânglios linfáticos, popularmente conhecidos como ínguas.
Como as lesões evoluem
As manifestações na pele podem surgir em diferentes partes do corpo, incluindo rosto, braços, pernas, região genital, região anal e boca. Em geral, as lesões passam pelas seguintes etapas:
- Máculas: manchas avermelhadas e planas na pele;
- Pápulas: pequenas elevações rígidas que aparecem sobre as manchas;
- Vesículas: bolhas preenchidas por líquido;
- Pústulas: lesões com conteúdo semelhante a pus, que podem apresentar uma depressão no centro;
- Crostas: cascas que se formam durante a cicatrização e caem após a recuperação da pele.
A aparência das lesões pode variar. Por isso, não é possível confirmar a doença apenas pela observação dos sinais na pele. A avaliação médica e, quando indicado, o exame laboratorial são necessários para o diagnóstico.
Como ocorre a transmissão
O vírus é transmitido principalmente pelo contato direto com lesões, secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas. O contato físico próximo, inclusive durante relações íntimas, pode facilitar a disseminação.
Também existe risco de transmissão pelo compartilhamento de objetos contaminados, como roupas de cama, toalhas e vestimentas. O contato próximo e prolongado com secreções respiratórias também pode representar uma via de contágio.
A pessoa infectada pode transmitir o vírus enquanto houver lesões não cicatrizadas. O período costuma durar de duas a quatro semanas, mas varia conforme cada caso. O isolamento deve ser mantido até que todas as feridas estejam completamente cicatrizadas e uma nova camada de pele tenha se formado.
Prevenção e quando procurar atendimento
Entre as principais medidas para reduzir o risco de infecção estão:
- Lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou utilizar álcool a 70%;
- Não compartilhar roupas, toalhas, lençóis e objetos de uso pessoal;
- Evitar contato físico próximo com pessoas que apresentem lesões suspeitas;
- Utilizar máscara em situações de convivência próxima com alguém sob investigação, conforme orientação dos serviços de saúde;
- Não furar, espremer ou manipular as feridas.
Pessoas que apresentarem manchas, bolhas ou feridas sem causa conhecida devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para avaliação. Até receber orientação profissional, a recomendação é evitar contato próximo com outras pessoas, cobrir as lesões com tecidos limpos e utilizar máscara durante o deslocamento até o serviço de saúde.
Fonte: Correio Braziliense



