Dois animais estão sendo monitorados pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) após terem tido contato com uma cadela que morreu infectada pelo vírus da raiva no Lago Norte. Até a última atualização, os pets não apresentavam sintomas da doença. Segundo informações do Metrópoles, o Distrito Federal não registrava casos de raiva em cães desde 2000 e em gatos desde 2001.
A cadela infectada morreu após apresentar sinais clínicos compatíveis com a doença. De acordo com a investigação das autoridades sanitárias, a transmissão teria ocorrido por meio de contato com animais silvestres.
A tutora informou às equipes de saúde que a cadela tinha o hábito de caçar no terreno da residência, onde foi identificada uma grande presença de morcegos. Entre os sintomas apresentados pelo animal estava a paralisia, considerada compatível com a transmissão silvestre do vírus.
Bloqueio vacinal no Lago Norte
Como medida de controle, a SES-DF realizou, em 11 de agosto, um bloqueio vacinal domiciliar na região do Lago Norte. Animais localizados em um raio de 500 metros do ponto onde foi identificada a infecção passaram a ser acompanhados pelas equipes de vigilância.
Os moradores da área também receberam orientações sobre os cuidados necessários para evitar novos casos e sobre os riscos relacionados ao contato com animais silvestres.
Vacinação antirrábica continua
A Secretaria de Saúde esclareceu que a campanha de vacinação antirrábica realizada atualmente no Distrito Federal já estava programada antes da confirmação do caso no Lago Norte.
Somente no primeiro dia da mobilização, realizado no sábado (15), mais de 23 mil doses foram aplicadas.
A vacinação gratuita continua nos sábados 22 e 29 de agosto, em postos móveis distribuídos por diferentes regiões administrativas. Durante a semana, a imunização também pode ser encontrada na Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses (Dival) e nos Núcleos Regionais de Vigilância Ambiental (Nuval).
A vacina é indicada para cães e gatos a partir dos três meses de idade e deve ser renovada anualmente.
Cuidados para evitar a raiva
A Secretaria de Saúde recomenda que a população evite contato com animais silvestres encontrados caídos, doentes ou com comportamento considerado anormal, como morcegos e macacos.
Também é recomendado não alimentar animais silvestres, para evitar que eles sejam atraídos para áreas residenciais.
Em caso de suspeita de um animal com comportamento agressivo, salivação excessiva ou paralisia, a orientação é acionar a Vigilância Ambiental de Zoonoses pelo telefone (61) 3449-4434, pelo 162 ou por meio do Participa DF.
Já pessoas que sofrerem mordidas ou arranhaduras devem lavar imediatamente o local com água e sabão e procurar uma unidade de saúde para avaliação e, se necessário, início da profilaxia pós-exposição.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.


