Segundo informações publicadas pelo Vermelho nesta quinta-feira (27), o jornal O Estado de S. Paulo, tradicional veículo da imprensa conservadora, voltou a cobrar explicações do senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, sobre os recursos utilizados na produção do filme Dark Horse, obra que retrata a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A cobrança ganha repercussão justamente porque parte de um veículo historicamente crítico aos governos de esquerda. Em editorial publicado nesta quinta, o Estadão questiona a afirmação de Flávio de que o episódio seria uma “página virada” e aponta que o senador ainda não teria cumprido uma promessa feita em maio de apresentar detalhes sobre a utilização dos recursos.
Promessa de prestação de contas
A controvérsia começou a ganhar força após a divulgação, em maio, de áudios e mensagens nos quais Flávio Bolsonaro aparece negociando recursos com Daniel Vorcaro, então ligado ao Banco Master, para financiar o filme.
Segundo as informações divulgadas à época, a negociação envolvia valores milionários e pelo menos R$ 61 milhões teriam sido repassados entre fevereiro e maio de 2025. Inicialmente, Flávio negou ter feito o pedido, mas posteriormente reconheceu a negociação e afirmou que se tratava de um patrocínio privado.
Em 19 de maio, o senador afirmou que apresentaria uma prestação de contas detalhada sobre os recursos em até 30 dias. O prazo, entretanto, passou sem que o compromisso fosse cumprido da forma prometida, segundo as reportagens que vêm acompanhando o caso.
Nos últimos dias, Flávio passou a afirmar que a responsabilidade pela prestação de contas seria da produtora responsável pelo longa, a Go Up Entertainment, e declarou que considerava o assunto encerrado.
Produtora apresenta informações, mas questionamentos continuam
A produtora apresentou uma perícia particular relacionada à investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo. O documento aponta gastos de aproximadamente R$ 75 milhões, mas permanecem questionamentos públicos sobre a origem detalhada dos recursos, contratos e documentação que permita acompanhar integralmente a movimentação financeira.
Outro ponto que permanece sob questionamento é a participação do fundo americano Havengate, ligado ao advogado Paulo Calixto, associado à família Bolsonaro. Segundo informações publicadas pela imprensa, cerca de US$ 13,4 milhões teriam sido repassados para a produção, mas detalhes sobre a composição e origem desses recursos ainda são alvo de questionamentos.
Caso está sob investigação
O episódio também ganhou dimensão judicial. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou recentemente que a Polícia Federal tenha acesso a dados obtidos pela Polícia Civil de São Paulo na investigação envolvendo a produtora responsável por Dark Horse. A medida permite que os investigadores federais analisem informações apreendidas no caso.
As investigações também apuram suspeitas relacionadas ao uso de recursos públicos e emendas parlamentares que teriam sido destinadas a entidades ligadas à produtora. As diferentes frentes de investigação ainda estão em andamento e não significam, por si só, conclusão de responsabilidade criminal dos envolvidos.
Cobrança ultrapassa o campo político
O episódio ganhou ainda mais repercussão depois que o próprio Estadão passou a cobrar publicamente respostas de Flávio Bolsonaro.
O editorial questiona principalmente a falta de transparência sobre a origem e a aplicação dos recursos e sustenta que a apresentação de informações pela produtora não seria suficiente para esclarecer todas as dúvidas levantadas sobre o financiamento do filme.
A cobrança ocorre em um momento em que Flávio Bolsonaro disputa espaço político nacional e tenta consolidar sua candidatura à Presidência da República. Por isso, o caso Dark Horse passou a ser explorado também como uma questão de transparência e prestação de contas durante a campanha.
Enquanto Flávio afirma que as explicações já foram dadas e que a responsabilidade documental é da produtora, novas informações continuam sendo analisadas pelas autoridades.
Para o público, a principal questão permanece: qual foi exatamente a origem dos recursos utilizados em Dark Horse, quem financiou o projeto e como o dinheiro foi efetivamente empregado?
O caso segue sob investigação e novas informações poderão esclarecer as dúvidas que permanecem abertas.
🖋️ Edição: Ceilândia em Alerta e Jornal TaguaCei
🤖 Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização, redação e aprimoramento do texto, passando por revisão e edição humana antes da publicação.



