Leonardo Attuch compara trajetórias de Lula e Flávio Bolsonaro às vésperas das eleições

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece em fotografia durante agenda no Rio de Janeiro, utilizada para ilustrar artigo sobre a disputa presidencial de 2026.
Crédito da foto: Ricardo Stuckert.

TaguaCei — A uma semana das eleições de 2026, o jornalista Leonardo Attuch publicou artigo no Brasil 247 no qual compara as trajetórias políticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro, ambos candidatos à Presidência da República. No texto, o autor defende que os eleitores considerem biografias, experiências políticas, resultados de governos e projetos para o país antes de definir o voto.

Attuch apresenta Lula como um político com trajetória iniciada no movimento sindical e que inclui a participação na Assembleia Nacional Constituinte e três mandatos como presidente da República. Sobre Flávio Bolsonaro, o jornalista destaca sua atuação parlamentar e sua ligação política com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

No artigo, o autor afirma que a trajetória dos dois candidatos está disponível para avaliação dos eleitores e defende uma comparação baseada nos resultados e nas posições políticas de cada um.

Avaliação do terceiro mandato de Lula

Ao analisar o atual governo, Attuch cita indicadores econômicos e sociais que, segundo ele, devem fazer parte da avaliação sobre o terceiro mandato de Lula.

Entre os pontos mencionados estão o mercado de trabalho, o crescimento da economia, políticas de combate à pobreza e à insegurança alimentar, além da atuação do BNDES e da Petrobras.

O Brasil permanece fora do Mapa da Fome, segundo o relatório SOFI 2026 da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O documento divulgado em julho de 2026 apontou que a prevalência de subnutrição no país permaneceu abaixo de 2,5%, patamar utilizado pela FAO para classificar os países fora do Mapa da Fome.

Attuch também cita a atuação do governo brasileiro na política externa, destacando a participação do país no BRICS, as relações com diferentes potências e a defesa de posições relacionadas à soberania nacional e ao multilateralismo.

Política externa e soberania

Outro ponto central do artigo é a atuação internacional de Lula. O jornalista afirma que o presidente voltou a ocupar espaço em debates sobre política internacional, meio ambiente, relações entre países e conflitos geopolíticos.

Attuch destaca a defesa, feita por Lula, de que o Brasil mantenha relações com diferentes países sem estabelecer uma relação de subordinação a qualquer potência.

O autor relaciona essa postura à experiência acumulada por Lula ao longo de décadas de atuação política e às relações estabelecidas pelo presidente com lideranças internacionais.

Dívida pública aparece como desafio

Apesar da avaliação predominantemente favorável ao governo Lula, Attuch também aponta problemas que considera relevantes. Entre eles, cita a trajetória da dívida pública e a necessidade de conciliar responsabilidade fiscal, crescimento econômico, investimentos públicos e políticas sociais.

No artigo, o jornalista afirma que o desafio fiscal deverá exigir uma estratégia para reduzir progressivamente a relação entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB).

Attuch também faz uma comparação com o segundo mandato de Lula, período em que, segundo o texto, o país combinou crescimento econômico, redução da relação entre dívida líquida e PIB, aumento das reservas internacionais e obtenção do grau de investimento pelas principais agências de classificação de risco.

Polarização eleitoral

O artigo também aborda a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro. Attuch afirma que as pesquisas disponíveis na reta final da campanha apontam concentração da disputa entre os dois principais candidatos, embora reconheça diferenças entre institutos e cenários.

O jornalista menciona ainda outras candidaturas e afirma que elas representam segmentos da sociedade, mas avalia que não conseguiram, até o momento, alcançar dimensão eleitoral semelhante à dos dois principais campos da disputa.

Comparação de trajetórias

Na conclusão, Attuch defende que a disputa presidencial seja analisada a partir das trajetórias dos candidatos, dos resultados de governos anteriores e de suas propostas para o futuro do país.

O jornalista sustenta que Lula pode ser avaliado pelos períodos em que ocupou a Presidência e pelos resultados de suas administrações, enquanto Flávio Bolsonaro pode ser analisado a partir de sua trajetória parlamentar e da corrente política que representa.

“Daqui a uma semana, cada cidadão entrará sozinho na cabine de votação para tomar sua decisão”, escreve Attuch. Para ele, a comparação entre biografias, resultados e projetos deve ocupar espaço central na avaliação dos eleitores.

O texto publicado no Brasil 247 é um artigo de opinião e reflete as posições e interpretações de seu autor sobre a disputa presidencial.

Fonte: Brasil 247.

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